Dia dos professores, dia de parabenizar aqueles que deixam
de lado todo seu egocentrismo para dar à alguém o maior presente que ela poderia ganhar:
a sabedoria, mas será mesmo que damos os devidos reconhecimentos para esses
profissionais?
Reconhecemos de fato a
importância de um bom professor para os nossos filhos, fazemos questão de pagar
por uma boa educação, mas quando se trata do seu filho se tornar um educador,
ai não, ''meu filho estudou muito, gastei muito dinheiro com ele para se tornar
só um professor, quero que ele seja médico, ou um advogado''.
A discriminação é
algo irrelevante quando se trata de cargos pouco reconhecidos. O valor se dá
principalmente por questões de remuneração, imputabilidade do governo que
administra nossas vidas, ora, se não fosse por isso, que mal teria seu filho
ser pedreiro? É ele o responsável por obras valiosíssimas, apartamentos de
luxos, porém se fosse para ele comprar o final do seu trabalho - no caso o
apartamento - ele não teria condições! Então é por isso?
A exploração articula-se com a espoliação tanto dentro dos locais de trabalho como fora das empresas capitalistas. Karl Marx já denominava como VALORES DE USO, seu valor se assenta primeiro e principalmente em ser útil para alguém, do contrário, você não está adéquo a conviver dentro de uma sociedade humana, razão propriamente dita de ser lecionado.
O professor não só
merecia ter o cargo mais bem remunerado, como o cargo de maior respeito. Uma
sociedade só é considerada uma sociedade com os princípios básicos que particularmente chamo de
PRINCÍPIOS HP ( Hierarquia e Punição), o famoso ''Manda quem paga a conta, do
contrário, as portas estão abertas''. Quem já nunca ouviu termos assim? Não se pode viver apenas no civismo.
Aos amigos professores, desejo-lhes reconhecimento, pois só
assim serão atribuídos valores mínimos pelo seus esforços de seu grande mérito,
afinal, ainda temos muito o que aprender.
''Se não morre aquele que escreve um livro ou planta uma árvore, com
''Se não morre aquele que escreve um livro ou planta uma árvore, com
mais razão não morre o
educador que semeia a vida e escreve na alma''
(Bertold
Brecht)

