terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Viva a vida

Se eu viver esperando a reciprocidade das pessoas segundo a minha forma de tratar elas, viverei frustrado. Convivemos no meio de uma geração de desinteresse. Boas intenções não geram valorizações; Bons relacionamentos são descartáveis. O alicerce de uma relação já não é mais construído na vivência, na transparência ou intimidade, mas em uma espécie de "jogo de cintura". Hoje meu interesse em continuar a ser quem eu sou, nem é pela forma como espero ser tratado, ou mesmo  pela preocupação em saber com quem estou lidando, mas sim pelo valor que tem minha paz interior, em fazer a minha parte. Se alguém vai reconhecer isso, realmente não me importa, contudo a vitalidade de nossa consciência é o nosso verdadeiro legado em vida, e quando pós a morte, a energia que deixaremos quando por fim se lembrarem de quem fomos, não há quem irá nos julgar. Quem sabe assim possamos ao menos deixar um bom exemplo, ao menos pra um ser humano que seja, já valeu a pena uma vida inteira de integridade de nosso caráter.